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Como iniciar um projeto de BI – Projetando BI

Como iniciar um projeto de BI - Projetando BI

Foi-se o tempo em que era possível, para os gerentes e diretores, esperar meses ou semanas para obtenção de relatórios sobre a performance de vendas ou das estratégias de marketing para só então corrigir rotas e estipular novas ações. Hoje também é inconcebível que essas correções de rumo, ou mesmo novas estratégias, se baseiem apenas no “feeling” dos executivos das corporações. Demora para a tomada de decisão e planejamentos orientados apenas pelas impressões e intuição dos profissionais podem induzir a erros e condenar a empresa a, no mínimo, perder pontos para a concorrência e reduzir seu poder de competitividade, o que numa economia globalizada pode ser fatal. Se até o passado recente era imprescindível implementar sistemas transacionais para automatizar as operações e otimizar os processos de trabalho, integrando a empresa como um todo, atualmente já se começa a perceber que apenas isso não é mais suficiente. É preciso ir além.

Com base nisso, empresas de todos os tipos, portes e ramos de atividade começam a direcionar os investimentos em projetos de Business Intelligence (BI). Essa tendência foi comprovada através de um estudo mundial, realizado recentemente pelo Gartner Inc., segundo o qual a taxa de crescimento do emprego de BI no segmento corporativo, até 2006, será da ordem de 8,6% ao ano. Outra pesquisa, realizada pela IDC Brasil, revelou que em 2002 o mercado brasileiro de soluções de BI movimentou US$ 50 milhões. Muitos fatores colaboram para o crescimento desse setor, entre os quais a globalização dos negócios, o crescimento das operações via Internet e a evolução da tecnologia wireless (dispositivos móveis e redes sem fio), que no conjunto forçam as corporações a não apenas buscar maior eficiência, como também, e principalmente, a serem mais ágeis nas decisões e em ações efetivas. E, em conseqüência, a investir em soluções e ferramentas tecnológicas que as auxiliem nesse sentido.

Não há dúvida de que os sistemas transacionais, como os ERPs (Enterprise Resource Planning – sistemas de gestão empresarial), os CRMs (Customer Relationship Management – gerenciamento do relacionamento com o cliente) e o Supply Chain (gerenciamento da cadeia de valor), entre outros, são fontes preciosas e inesgotáveis de dados. Mas para que todo o cabedal arregimentado de dados seja, de fato, útil é preciso transformá-lo em informação. Em termos simples isso significa que mais importante do que dispor dos dados, é necessário saber analisá-los, armazená-los numa base única e informacional e torná-los acessíveis à organização como um todo. É dentro desse contexto que cresce o interesse pelo que se convencionou chamar de Business Intelligence – um guarda-chuva que abarca conceitos e uma série de ferramentas que, como o nome já sugere, possibilitam organizar e trabalhar os dados, captados através de diferentes sistemas, tornando-os consistentes, não redundantes e capazes de adicionar inteligência aos negócios, resultando em maior agilidade para as decisões gerenciais.

 

Via: http://www.datamining.com.br/portal/modules.php?name=News&file=article&sid=2


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Por: Tiago Curcio

Tiago Curcio atua como Consultor nas áreas de Business Intelligence, Planejamento de Projetos e Desenvolvimento web.

http://twitter.com/tiagocurcio

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