No topo da lista de prioridades dos executivos de tecnologiaem todo o mundo, as soluções de Business Intelligenceagora evoluem de simples ferramentas informativas parao status de ferramentas estratégicas para suas empresas. “OBI aparece pelo terceiro ano consecutivo em segundo lugar nalista de prioridades dos CIOs. E o motivo para isso é simples: asempresas buscam inteligência para seus negócios, e não maisapenas o relato de informações”, afirma Donald Feinberg, vicepresidentedo Gartner.
Segundo o Gartner, o BI também será parte integrada àmaioria das aplicações corporativas até 2012. A consultoriaprevê que até lá os usuários irão interagir com as ferramentasde BI como elemento em 85% de todas as aplicações denegócio. No mesmo ano, o BI envolverá tanto a identificaçãode oportunidades nos departamentos de suporte às decisõestáticas, quanto será mais persuasivo e integrado a aplicaçõescorporativas amplas, para direcionar transformações denegócio, conforme as previsões do Gartner.
Para isso, porém, as empresas precisarão ter em mente exatamente quais as reais necessidades do negócio, suas metas e de que forma especificamente o BI pode ajudar. Saber para o que o BI será utilizado é outro requisito básico para o sucesso da implementação. É justamente esse o primeiro passo para o estabelecimento de uma boa estratégia de inteligência de negócios. “É necessário que os gestores façam um planejamento estratégico levando em conta a saúde financeira da empresa, o mercado em que está contido, o nível de satisfação e expectativas dos clientes e seus processos internos, incluindo a motivação de seus funcionários”, explica Bolieiro, da MicroStrategy. “Identificar as necessidades organizacionais, com a análise de processos e a identificação da relevância de cada um deles para o negócio é o primeiro passo”, garante Alexandra Reis, gerente de consultoria da IDC Brasil.
Esteves, do grupo Keyrus, explica que a iniciativa de BI geralmente nasce da área de negócios, e não de TI. Segundo ele, o ideal seria montar uma equipe que entenda o negócio para discutir os objetivos a serem atendidos com o BI. “A área financeira é a maior geradora de informações, bem como os departamentos comercial e de marketing. Juntar os diretores dessas áreas, com gerentes e pessoas do nível operacional, para fazer um fórum de discussão dos objetivos, é uma boa forma de começar”, diz Esteves. Alexandra concorda, e acrescenta ainda que isso não seja algo que os gestores possam fazer sozinhos internamente. “O ideal seria selecionar algum parceiro para dar o suporte necessário no desenvolvimento da estratégia de inteligência”, sugere a especialista.
“É preciso ter bem definidos quais os principais fatores de sucesso que vão direcionar seu negócio”, diz Adilson Yoshikuni, gerente de unidade de BI/CPM da UniOne Consulting. Yoshikuni, que também leciona nos MBAs de BI e CPM da Fiap, explica que esses fatores representam o que é diferencial para a companhia: custo, qualidade, produtos diferenciados, necessidade de mais eficiência da gestão dos gastos e gestão operacional.
Uma vez estabelecidas as prioridades e os objetivos almejados com BI, o segundo passo está na qualidade das informações a serem utilizadas. Figueiredo, da Soft Consultoria, alerta que de nada adianta ter a melhor ferramenta de BI se os dados forem de má qualidade, sem nenhuma padronização ou confiabilidade. “É uma preocupação que a empresa que decide investir em BI precisa ter em mente. Seja em um cabeleireiro ou em um banco”, assegura Figueiredo.
Bolieiro diz que é fundamental que as informações sejam confiáveis. “Se não as tiver dentro de casa, vale procurar fora, por meio da encomenda de pesquisas, por exemplo”, explica o vice-presidente da MicroStrategy para a América Latina. Classificar e qualificar as informações, definir quais serão as fontes dos dados utilizados pelo BI também são ações imprescindíveis para o sucesso do projeto, de acordo com Esteves, do Keyrus.
O analista – interno ou externo – precisa compreender a utilização da informação e que benefícios o seu uso pode trazer para a empresa. “Entender não é apenas saber que informações precisa, mas com que periodicidade, qual o seu nível de confiabilidade, o quão segura ela está, quem tem acesso e quem vai utilizá-la. Tudo isso deve ser estabelecido aqui, durante a criação da estratégia de inteligência”, destaca Figueiredo.
Fonte: revista PC World


















