Pela ótica da tecnologia, a era que podemos chamar de “pré-BI” está num passado não muito distante – algo entre trinta e quarenta anos atrás – quando os computadores deixaram de ocupar salas gigantescas, na medida em que diminuíram de tamanho e, ao mesmo tempo, as empresas passaram a perceber os dados como uma possível e importante fonte geradora de informações decisórias. No entanto, naquela época ainda não existiam recursos eficientes que possibilitassem uma análise consistente desses dados para a tomada de decisão. Era possível reunir informações de maneira integrada, fruto de sistemas transacionais estabelecidos com predominância em dados relacionais, mas que, reunidos como blocos fechados de informação, permitiam uma visão da empresa, mas não traziam ganhos decisó rios ou negociais. Estamos falando do final dos anos 60, período em que cartões perfurados, transistores e linguagem COBOL eram a realidade da Informática. Era a época em que se via o computador como um desconhecido, um vislumbre de modernidade, mas que ainda parecia ser uma realidade distante.
O panorama começou a mudar na década de 70, com o surgimento das tecnologias de armazenamento e acesso a dados – DASD (Direct Access Storage Device – dispositivo de armazenamento de acesso direto), e SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) – , duas siglas cujo principal significado era o de estabelecer uma única fonte de dados para todo o processamento. A partir daí o computador passou a ser visto como um coordenador central para atividades corporativas e o banco de dados foi considerado um recurso básico para assegurar a vantagem competitiva no mercado.
No início dos anos 90, a maioria das grandes empresas contava somente com Centros de Informação (CI) que embora mantivessem estoque de dados, ofereciam pouquíssima disponibilidade de informação. Mesmo assim, os CIs supriam, de certa forma, as necessidades de executivos e detentores das tomadas de decisão, fornecendo relatórios e informações gerenciais. O mercado passou a se comportar de modo mais complexo e a tecnologia da informação progrediu rumo ao aprimoramento de ferramentas de software, as quais ofereciam informações precisas e no momento oportuno para definir ações que tinham como foco a melhoria do desempenho no mundo dos negócios.
Entre 1992 e 1993 surgiu o Data Warehouse que é uma grande base de dados informacionais, ou seja, um repositório único de dados (os quais foram consolidados, limpos e uniformizados) considerado pelos especialistas no assunto como a peça essencial para a execução prática de um projeto de Business Intelligence. No entanto, quando se trata de BI, as opiniões nem sempre são unânimes. Na avaliação de alguns consultores é importante que a empresa que deseja implementar ferramentas de análise disponha de um repositório específico para reunir os dados já transformados em informações (abordaremos essa questão de forma mais detalhada no decorrer do curso). Esse repositório não precisa ser, necessariamente, um Data Warehouse, mas algo menos complexo como, por exemplo, um Data Mart (banco de dados desenhado de forma personalizada para departamentos), ou um banco de dados relacional comum, mas separado do ambiente transacional (operacional) e dedicado a armazenar as informações usadas como base para a realização de diferentes análises e projeções.
Via: http://www.datamining.com.br/portal/modules.php?name=News&file=article&sid=1

















